Há uma música deste tempo que não sinto como se fora música. Ruídos de eletrônica, harmonias precárias, melodias insípidas, o ritmo forte, marcado. Se toda música existe para exprimir estados de espírito, a reunião desses elementos com nome de música só pode traduzir estados de distúrbios da mente, de pensamentos ralos e sem elaboração, de colapso, quando não de alguma mania psicótica qualquer. E são a música deste tempo, à qual os jovens se entregam, por talvez ignorar o que é música de fato. A música verdadeira é a que envolve, balança, aquece o espírito, tomando-o pela mão para levá-lo a paragens longínquas, das quais retornará sempre um pouco mais rico, ou mais calmo, ou com a disposição renovada para a batalha cotidiana no plano físico.
A música deste tempo, de que falei mais acima, não inspira nem renova nada, apenas cansa, cansa, cansa.
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