quinta-feira, 23 de junho de 2016

Estou morando na chácara. Vim para cá após uma situação em casa, familiar, envolvendo meu amado filho Tiago. Sensação de estar assistindo a um enorme equívoco em sua formação, causado inteiramente pela mãe dele.
Mas agora estou considerando que sair de lá, abandonar minha família, não foi a melhor das atitudes. Não posso deixar o barco correr solto, Mara levando-o ao sabor de sua insensatez. Preciso reagir, e estou apenas aguardando o momento oportuno para fazê-lo de forma a dar a ela a oportunidade de reconhecer seu erro e corrigir seu rumo. Vamos ver...
Por aqui, muita solidão. Pensamento de iniciar uma criação de galinha caipira e uma horta orgânica. Hoje pesquisei bastante o assunto da galinha, que parece ser bem mais complexo e trabalhoso do que eu imaginava. E de custo relativamente expressivo, embora com possibilidade de retorno real e até rápido.
Por sob o manto dessa decisão, a vinda para cá, abriga-se, é forçoso reconhecer, os velhos sonhos de dedicação à música, à técnica, à composição. Que, aqui, estão relegados à mesma condição de sempre, ou seja, adiamentos, indecisões, desesperanças e abandonos finalmente.
Estou em um estado de sensibilidade bastante incomum, não sei se positivo ou não, mas extremo, em todo caso. Só querendo ficar mesmo só. Sem conseguir engatar conversa com ninguém, sem vontade de nada, sem plano nenhum na verdade. Galinha caipira, horta orgânica... Vamos ver.

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